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Mas afinal, o que é hiperautomação?

Série "Os Incríveis Poderes da Hiperautomação" | Post 2


Nesse segundo post da série "Os incríveis poderes da hiperautomação", tenho o desafio de definir a hiperautomação de maneira prática e simples, para que qualquer pessoa possa entender o que ela é e qual o seu impacto na vida pessoal, na sociedade e nos negócios.


O conceito de hiperautomação geralmente está ligado à sua aplicação nos negócios ou na academia e, em ambos os casos, é uma extensão do conceito de automação. Existem várias definições para automação, mas gosto da definição dada pela IBM: "A aplicação de tecnologia, programas, robótica ou processos para alcançar resultados com o mínimo de intervenção humana". Gosto dessa definição, devido ao seu fechamento: "para alcançar resultados com o mínimo de intervenção humana"; vou usar esse gancho para uma definição mais ampla e humana mais à frente.


Quando falamos de hiperautomação, o próprio termo nos leva a pensar em uma automação ampliada e mais poderosa; e é isso mesmo. Segundo o Gartner Group, o conceito de hiperautomação é o uso da automação, combinando tecnologias complementares para melhorar os processos de negócios. Para os negócios, essas definições são muito claras e objetivas, mas quando pensamos na aplicação dessas tecnologias na nossa vida pessoal e na sociedade, falta alguma coisa, não é mesmo?


Segundo o Gartner Group, o conceito de hiperautomação é o uso da automação, combinando tecnologias complementares para melhorar os processos de negócios.

Sempre que falo de automação ou hiperautomação, gosto de ressaltar a importância da colaboração homem-máquina, pois a falta de entendimento sobre essa relação ganha-ganha traz uma enorme resistência à adoção dessas tecnologias e usufruto dos seus benefícios.


As definições da IBM e do Gartner focam no poder de execução da máquina e tiram as pessoas do centro. Para aqueles que conhecem a tecnologia, está subentendido o que as pessoas ganham ao utiliza-la. Para os que não a conhecem, a esmagadora maioria, acham que os humanos tornam-se descartáveis após a sua adoção. Não é a toa que o sentimento comum em relação à automação e inteligência artificial é de desconfiança e antipatia. Está nos livros, está nos filmes e nos debates nas redes sociais.


As definições da IBM e do Gartner focam no poder de execução da máquina e tiram as pessoas do centro...Não é a toa que o sentimento comum em relação à automação e inteligência artificial é de desconfiança e antipatia.

Mas há um outro lado dessa estória, que até agora está muito mal contada. Nós humanos determinamos às máquinas o que fazer, e devemos coloca-las para fazer o que não fazemos bem. Nós humanos não somos bons em analisar grandes volumes de dados, executar tarefas repetitivas ou com grande riqueza de detalhes. Somos bons em atividades cognitivas, em analisar contextos complexos e subjetivos; somos bons em comunicação e relacionamento interpessoal. Quando pensamos nas máquinas (computadores), veremos que elas nos complementam muito bem; as máquinas fazem com maestria aquilo que fazemos mal.


Quando pensamos nas máquinas (computadores), veremos que elas nos complementam muito bem; as máquinas fazem com maestria aquilo que fazemos mal.

Essa colaboração homem-máquina gera uma relação ganha-ganha que é a base para o uso da hiperautomação em todas as atividades humanas. Ou seja, devemos substituir o homem pela máquina no trabalho, nas atividades rotineiras e nos serviços à população sempre que a máquina executar algumas tarefas de forma mais eficiente que o homem ou que o homem esteja exposto à riscos ou a tarefas desagradáveis.


O outro lado da moeda, ainda oculto para a absoluta maioria das pessoas, são os enormes benefícios da hiperautomação gerados pela colaboração homem-máquina, cuja extensão é particular à cada atividade social, profissional e pessoal.


Com foco agora nas pessoas, defino assim a hiperautomação:


"Hiperautomação é a combinação de tecnologias complementares que ampliam a colaboração homem-máquina em uma dada atividade, para que seja executada de forma mais barata e eficiente e libere o tempo das pessoas para pensar, criar, aprender, se relacionar e tomar decisões complexas."

De certo que a hiperautomação irá gerar desemprego nas atividades mais operacionais e repetitivas, exatamente aquelas que a máquina faz melhor. Esse movimento atinge a parcela menor favorecida da sociedade, com menor grau de instrução e menor renda. E o problema é tanto maior quanto menor é o grau de instrução, pois mais difícil será o aprendizado de novas habilidades para tornar essas pessoas economicamente ativas. Esse é um problema de grande relevância que deve ser discutido pela sociedade com grande transparência e objetividade.

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